" é só questão de tempo... "
É amigos como a "roda-gigante" da política da voltas, e a união dos deputados estaduais Edson Vieira (PSDB) e Diogo Moraes (PSB) em Santa Cruz e que visará a união em todo o agreste pernambucano, com certeza fará a "roda-gigante" girar com bastante força em nossa cidade. A união mudará todo o quadro político da "Dália da Serra", Ze Augusto (PTB) que já estava de malas prontas para a base do prefeito Evilásio (PSB), com a união selada, já mudou o destino do seu "bilhete", e espera apenas pequenos ajustes para desembarcar no bonde das oposições da Taquara.
A união entre PSB e PSDB em Pernambuco, e a briga entre PSB e PTB no estado, afetará diretamente Pernambuco como um todo, e logicamente Taquaritinga não ficará de fora. Na "Dália da Serra" Ze Augusto desembarca na oposição, com um grande dilema, unir os dois grupos políticos, "federal" e "boca-preta". Com a união das oposições no município, Ze terá uma grande força dentro de Taquaritinga, para brigar tranquilamente com Eduardo e sua "trupe".
E no "pula-pula" da política, quem sai fortalecido com certeza é a oposição de Taquaritinga, Ze Augusto com certeza será fator decisivo na união do grupo. Aqui Ze que sem apoio nenhum obteve quase 3 mil votos, com certeza com maioria na câmara, e a alta rejeição do prefeito, terá tudo para transformar maioria da câmara, em prefeito e vice-prefeito em 2012.
por Brunno Ricelli
domingo, 11 de setembro de 2011
Artigo sobre Segurança Pública.
O artigo abaixo foi enivado pelo nosso amigo Juscelino T. Ferreira, que sempre que pode, nos envia artigos sobre a segurança pública do nosso município.
PÃO DE AÇÚCAR TAMBÉM MERECE.
Impossível não parabenizar a comunidade de Gravatá do Ibiapina e seus representantes pelas últimas conquistas - especialmente no que tange ao subdestacamento da Polícia Militar não se podendo esquecer de dizer o mesmo em relação à briosa Polícia Militar, Governo do Estado e Prefeitura de Taquaritinga, no entanto não é esse apenas o foco deste breve comentário; é bem verdade que se continuasse a elogiar a prefeitura ou representantes da oposição, certamente teria espaço garantido nas rádios "comunitárias" e blogs "imparciais" da região, já que estes só abrem espaço para quem se proponha a executar ações político/partidárias, o que não é o meu caso, já que tenho propósito de contribuir, ainda que timidamente, para formação político/cidadã do nosso povo.
É inegável a necessidade do povo de Gravatá de ter policiamento fixo na comunidade - mesmo sendo aquele povo tão ordeiro e pacífico, sendo inegável também, a carência gritante de Pão de Açúcar ser contemplada com uma unidade de Polícia Militar fixa no distrito, o que ainda não aconteceu, segundo soubemos nas reuniões do movimento (em estado terminal) pró-segurança em Pão de Açúcar, em razão de carência de efetivo na Polícia. Esse foi o argumento ultilizado para se investir - erradamente, no meu ver - considerável quantia no prédio do bloqueio Paz nas Estradas, ocasiões onde se destacou a boa vontade do coronel Vespaziano em ceder alguns policiais, assim como uma viatura, para realizar o policiamento do distrito, sem esquecer que os recursos para reforma e ampliação, segundo soubemos, em sua maior parte, foi fruto de doações de pessoas da própia comunidade.
Outro aspecto a se considerar é a falta de peso político de Pão de Açúcar quando se trata de aquisições para nossa comunidade, uma vez que temos vários vereadores eleitos por esse distrito, o vice-prefeito é daqui, a comunidade sempre tem sido decisiva em pleitos eleitorais e mesmo assim a nossa força política é tão insignificante em diversos aspectos, sobretudo nesse quesito.
Esse contexto traz indagações naturais e merecem resposta por parte das autoridades, em respeito à comunidade de Pão de Açúcar: se nunca houve policiais em número suficiente para se ter um (sub) destacamento aqui, de onde vieram os que vão prestar serviço em Gravatá e realizar a patrulha na zona rural? De onde vieram os recursos aplicados no prédio do subdestacamento de Gravatá? Qual a razão real para não termos um destacamento em Pão de Açúcar? Quais os maiores beneficiados com a manutenção - apenas - do bloqueio Paz nas Estradas, naquele local, em detrimento da fixação do policiamento no centro do distrito? Até quando teremos a cota extra de policiais destinada ao policiamento da comunidade de Pão de Açúcar? Quais os fatores decisivos para primeiro contemplar Gravatá, e não Pão de Açúcar, co um subdestacamento?
É obrigação dos órgãos públicos envolvidos darem publicidade aos seus atos, sobretudo quando eles dizem respeitoa direitos constitucionalmente garantidos, a comunidade não pode se satisfazer com "migalhas", nem deve se dividir em defensores ou opositores de quem esteja no poder ou fora dele, devemos brigar por tudo que nos é assegurado em lei, sem qualquer espécie de fanatismo, todos que estão exercendo cargo público passarão e nós continuaremos aqui, bem ou mal.
* Juscelino Tavares Ferreira, Bacharel em direito pela Associação Caruaruense de Ensino Superior, Especialista/pós-graduado em Segurança Pública e Cidadania pelo convênio ASCES/Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública - RENAESP - (SENASP/ Ministério da Justiça).
PÃO DE AÇÚCAR TAMBÉM MERECE.
Impossível não parabenizar a comunidade de Gravatá do Ibiapina e seus representantes pelas últimas conquistas - especialmente no que tange ao subdestacamento da Polícia Militar não se podendo esquecer de dizer o mesmo em relação à briosa Polícia Militar, Governo do Estado e Prefeitura de Taquaritinga, no entanto não é esse apenas o foco deste breve comentário; é bem verdade que se continuasse a elogiar a prefeitura ou representantes da oposição, certamente teria espaço garantido nas rádios "comunitárias" e blogs "imparciais" da região, já que estes só abrem espaço para quem se proponha a executar ações político/partidárias, o que não é o meu caso, já que tenho propósito de contribuir, ainda que timidamente, para formação político/cidadã do nosso povo.
É inegável a necessidade do povo de Gravatá de ter policiamento fixo na comunidade - mesmo sendo aquele povo tão ordeiro e pacífico, sendo inegável também, a carência gritante de Pão de Açúcar ser contemplada com uma unidade de Polícia Militar fixa no distrito, o que ainda não aconteceu, segundo soubemos nas reuniões do movimento (em estado terminal) pró-segurança em Pão de Açúcar, em razão de carência de efetivo na Polícia. Esse foi o argumento ultilizado para se investir - erradamente, no meu ver - considerável quantia no prédio do bloqueio Paz nas Estradas, ocasiões onde se destacou a boa vontade do coronel Vespaziano em ceder alguns policiais, assim como uma viatura, para realizar o policiamento do distrito, sem esquecer que os recursos para reforma e ampliação, segundo soubemos, em sua maior parte, foi fruto de doações de pessoas da própia comunidade.
Outro aspecto a se considerar é a falta de peso político de Pão de Açúcar quando se trata de aquisições para nossa comunidade, uma vez que temos vários vereadores eleitos por esse distrito, o vice-prefeito é daqui, a comunidade sempre tem sido decisiva em pleitos eleitorais e mesmo assim a nossa força política é tão insignificante em diversos aspectos, sobretudo nesse quesito.
Esse contexto traz indagações naturais e merecem resposta por parte das autoridades, em respeito à comunidade de Pão de Açúcar: se nunca houve policiais em número suficiente para se ter um (sub) destacamento aqui, de onde vieram os que vão prestar serviço em Gravatá e realizar a patrulha na zona rural? De onde vieram os recursos aplicados no prédio do subdestacamento de Gravatá? Qual a razão real para não termos um destacamento em Pão de Açúcar? Quais os maiores beneficiados com a manutenção - apenas - do bloqueio Paz nas Estradas, naquele local, em detrimento da fixação do policiamento no centro do distrito? Até quando teremos a cota extra de policiais destinada ao policiamento da comunidade de Pão de Açúcar? Quais os fatores decisivos para primeiro contemplar Gravatá, e não Pão de Açúcar, co um subdestacamento?
É obrigação dos órgãos públicos envolvidos darem publicidade aos seus atos, sobretudo quando eles dizem respeitoa direitos constitucionalmente garantidos, a comunidade não pode se satisfazer com "migalhas", nem deve se dividir em defensores ou opositores de quem esteja no poder ou fora dele, devemos brigar por tudo que nos é assegurado em lei, sem qualquer espécie de fanatismo, todos que estão exercendo cargo público passarão e nós continuaremos aqui, bem ou mal.
* Juscelino Tavares Ferreira, Bacharel em direito pela Associação Caruaruense de Ensino Superior, Especialista/pós-graduado em Segurança Pública e Cidadania pelo convênio ASCES/Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública - RENAESP - (SENASP/ Ministério da Justiça).
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
As figuras da semana:
"Guiné do Brejo."
O "guiné do brejo" desta semana não poderia ser ser outro, Nadjo Feitosa, o radialista que fez a cobertura da conferência do PC do B de Santa Cruz, e na oportunidade se recusou a entrevistar os membros do PC do B de Taquaritinga, o motivo segundo Nadjo seria uma suposta autorização que ele não tinha para entrevistar certas pessoas do município, o fato foi publicado, porém a rádio Filadelfia não se pronunciou, algo estranho, e ai fica valendo a palavra de Nadjo.
"A figura IMPOLÚTEL"
E pelos 189 anos de emancipação, nossa pátria amada Brasil, integra nosso quadro com toda justiça. A independência política foi conquistada, o que falta agora é a independência do nosso povo, nas diversas áreas, de saúde, educação, segurança, e outras mais, porém isso nós corremos atrás. Parabéns meu Brasil, "minha patria amada, dentre outras mil, és tu Brasil."
por Brunno Ricelli
O "guiné do brejo" desta semana não poderia ser ser outro, Nadjo Feitosa, o radialista que fez a cobertura da conferência do PC do B de Santa Cruz, e na oportunidade se recusou a entrevistar os membros do PC do B de Taquaritinga, o motivo segundo Nadjo seria uma suposta autorização que ele não tinha para entrevistar certas pessoas do município, o fato foi publicado, porém a rádio Filadelfia não se pronunciou, algo estranho, e ai fica valendo a palavra de Nadjo.
"A figura IMPOLÚTEL"
E pelos 189 anos de emancipação, nossa pátria amada Brasil, integra nosso quadro com toda justiça. A independência política foi conquistada, o que falta agora é a independência do nosso povo, nas diversas áreas, de saúde, educação, segurança, e outras mais, porém isso nós corremos atrás. Parabéns meu Brasil, "minha patria amada, dentre outras mil, és tu Brasil."
por Brunno Ricelli
terça-feira, 6 de setembro de 2011
O Partido Progressista em Taquaritinga tem novo comando.
Desde o último dia (24.08), o Partido Progressista em Taquaritinga do Norte está sob novo comando. Quem assumiu a direção da nova comissão provisória, na qualidade de presidente foi o bancário Everaldo de Lima Coelho.
A nova comissão do PP tem como missão, reorganizar o partido na cidade, realizar uma série de filiações e preparar o partido para disputar as eleições municipais de 2012, lançando candidaturas a vereador, no tocante eleição majoritária, o PP apoia a pré-candidatura do atual Vereador Demir (PMDB), a prefeito da “Dália da Serra”.
Dentro dessa nova composição, o PP tem como membros Carlos Eduardo (Dudu), Carlos Tibúrcio (Tiburcio), Edinaldo Oliveira (Naldo do Celular) e Sergio Marcio (Serginho de Louro), para novos progressistas, esse é um novo momento para a legenda, que entre outras ações, vai se aproximar dos movimentos sociais e se inserido nas questões locais de Taquaritinga do Norte.
por TaquaraOnline
Filadelfia fm tem autorização nebulosa.

Em meio a enorme repercução nos meios de imprensa, repudiando a tentativa do PT de regular a imprensa nacional. Um caso chama bastante atenção em Taquaritinga, no último sábado (3), o grupo do PC do B norte-taquaritinguense encontrou o radialista Nadjo feitosa da rádio Filadelfia fm, que estava fazendo a cobertura da conferência do PC do B de Santa Cruz, e na oportunidade foi solicitado uma entrevista com um membro da mesa diretória do PC do B de Taquaritinga, a resposta do radialista foi a seguinte "só pode falar se tiver autorização".
O fato é pertinente e passível de investigação, pois rádio comunitária tem o DEVER de informar a sua comunidade, e ouvir os seus membros, o que na oportunidade foi ignorado pelo radialista da rádio.
Espera-se que tenha sido apenas um fato isolado, e que a rádio continue fazendo o seu papel em favor da comunidade, escutando e debatendo os assuntos de interesse da sociedade. As perguntas que não querem calar é, será que existe mesmo alguma tentativa de "barrar" algumas pessoas da sociedade dos microfones da rádio? De quem veio esta autorização? A direção da rádio tem conhecimento? Com a palavra Alberes Xavier diretor da rádio...
por Brunno Ricelli
CAPITANIAS HEREDITÁRIAS.
Dr. Paulo Lima*
Os meus escritos são, invariavelmente sobre questões do cotidiano político. Entretanto hoje vou começar de forma diferente. No meu tempo de escola, para você começar o ginasial era necessário que você fizesse o exame admissional. Era o chamado “admissão ao ginásio” e para tanto tínhamos que ter noções gerais de matemática, ciência, português e, claro, história do Brasil. Ali aprendíamos que o Brasil, pós-descobrimento, foi dividido em sesmarias e entregue a Senhores, alguns nobres, pelo Rei de Portugal. Eram as chamadas “Capitanias Hereditárias”. Somente duas prosperaram; São Vicente, em São Paulo e Pernambuco.
Mas, talvez você, que me lê neste momento esteja a se perguntar: o que é que isto tem a ver com política? E respondo, quase tudo.
É que se atentarmos bem como é feita a política em nosso País vamos chegar a inarredável conclusão de que pouco mudou desde a época do Brasil-Colônia. Não estou exagerando e vou dar um exemplo. Nestes últimos dias o que mais se tem comentado na política de nosso Estado e mesmo no âmbito nacional é a eleição para a concorrida vaga de ministro do Tribunal de Contas da União, um cargo político e vitalício dos mais interessantes e um dos salários mais altos da República.
Temos lido quase que diariamente que o Governador do Estado, EDUARDO CAMPOS, tem estado mais em Brasília que aqui, promovendo gestões em defesa da candidatura de sua mãe, a Deputada ANA ARRAES, cuja eleição será dia 21 deste mês. E se não estiver enganado a mesma vai ganhar este valioso presente do seu filho. Presente e tanto!
É sobre este fato que lanço meus questionamentos: é certo, do ponto de vista ético, que o governador queira fazer de sua mãe Ministra do Tribunal de Contas da União? Sinceramente tenho minhas dúvidas. Sabemos que o referido cargo é político; mas, até que ponto é certo o governador do Estado querer, a todo custo, colocar lá a sua mãe? Quais são os relevantes serviços prestados pela Nobre Deputada ao nosso País, para merecer tão elevado (e valioso) cargo? Ser mãe do governador não é o bastante.
O certo é que estes Senhores, que se dizem donos da política, os chamados “caciques”, no mais das vezes buscam tão somente se dar bem. Aqui na nossa bela “Dália da Serra”, bem pertinho de nós, temos exemplos do que estou falando. Na realidade, repise-se, alguns cargos públicos em nosso País assemelham-se a sesmarias, que são entregues a seus donatários como se fosse um presente do Rei. Mas isto não é novidade. Vocês lembram quando o então governador MIGUEL ARRAES, um dos maiores nomes da política do Brasil, quis eleger a todo custo, o seu neto, o hoje governador EDUARDO CAMPOS, prefeito do Recife? Naquela época o povo disse não.
Aqui cabe um parênteses: quero dizer da minha admiração por aquele grande homem e quero dizer que sempre votei nele, com exceção de uma única vez, quando, ao chegar na urna me “deu um branco”, esqueci que o seu número era 4040 e findei por votar no 1111 do deputado FERNANDO FERRO. Até parece que havia “fumado crack”, como diria a minha amiga ROSE.
Mas, EDUARDO, um grande homem público, saliente-se, é acima de tudo uma pessoa de sorte. Findou por ser eleito Governador, graças a ajuda dos seus fracos adversários na época, HUMBERTO COSTA e MENDONÇA FILHO. Esses dois, também grandes homens públicos são muito ruins de voto, convenhamos. MENDONÇA vem de duas derrotas consecutivas e HUMBERTO, no meu modesto entender, somente foi eleito Senador porque foi “puxado” pela reeleição de EDUARDO CAMPOS.
Mas, repiso, o que não acho eticamente louvável é o Governador querer fazer de sua mãe, igualmente uma mulher honrada, Ministra do TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. Só vejo uma explicação: dar de presente a ela um cargo vitalício e um salário de fazer inveja a qualquer um.
Acredito que esta é uma forma canhestra de nepotismo e ofende um dos princípios assentes na vigente Constituição Federal, qual seja, o princípio da impessoalidade. É apenas uma opinião pessoal, ressalte-se.
E não se admirem se, em sendo eleita dona ANA ARRAES, logo, logo teremos a mulher do governador como candidata e futura deputada estadual. Vocês tem dúvidas de que isto é possível? O tempo dirá.
Esta, senhores é a política das capitanias hereditários, a política do nosso Brasil. Um dia a coisa muda...
Em tempo: se alguém tiver interesse sugiro consultar o currículo da Deputada ANA ARRAES no conhecido “Dr. GOOGLE”.
Um abraço a todos.
*PAULO ROBERTO DE LIMA é graduado em Filosofia pela Universidade Católica, bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife e atualmente exerce o cargo de Procurador Federal.
Os meus escritos são, invariavelmente sobre questões do cotidiano político. Entretanto hoje vou começar de forma diferente. No meu tempo de escola, para você começar o ginasial era necessário que você fizesse o exame admissional. Era o chamado “admissão ao ginásio” e para tanto tínhamos que ter noções gerais de matemática, ciência, português e, claro, história do Brasil. Ali aprendíamos que o Brasil, pós-descobrimento, foi dividido em sesmarias e entregue a Senhores, alguns nobres, pelo Rei de Portugal. Eram as chamadas “Capitanias Hereditárias”. Somente duas prosperaram; São Vicente, em São Paulo e Pernambuco.
Mas, talvez você, que me lê neste momento esteja a se perguntar: o que é que isto tem a ver com política? E respondo, quase tudo.
É que se atentarmos bem como é feita a política em nosso País vamos chegar a inarredável conclusão de que pouco mudou desde a época do Brasil-Colônia. Não estou exagerando e vou dar um exemplo. Nestes últimos dias o que mais se tem comentado na política de nosso Estado e mesmo no âmbito nacional é a eleição para a concorrida vaga de ministro do Tribunal de Contas da União, um cargo político e vitalício dos mais interessantes e um dos salários mais altos da República.
Temos lido quase que diariamente que o Governador do Estado, EDUARDO CAMPOS, tem estado mais em Brasília que aqui, promovendo gestões em defesa da candidatura de sua mãe, a Deputada ANA ARRAES, cuja eleição será dia 21 deste mês. E se não estiver enganado a mesma vai ganhar este valioso presente do seu filho. Presente e tanto!
É sobre este fato que lanço meus questionamentos: é certo, do ponto de vista ético, que o governador queira fazer de sua mãe Ministra do Tribunal de Contas da União? Sinceramente tenho minhas dúvidas. Sabemos que o referido cargo é político; mas, até que ponto é certo o governador do Estado querer, a todo custo, colocar lá a sua mãe? Quais são os relevantes serviços prestados pela Nobre Deputada ao nosso País, para merecer tão elevado (e valioso) cargo? Ser mãe do governador não é o bastante.
O certo é que estes Senhores, que se dizem donos da política, os chamados “caciques”, no mais das vezes buscam tão somente se dar bem. Aqui na nossa bela “Dália da Serra”, bem pertinho de nós, temos exemplos do que estou falando. Na realidade, repise-se, alguns cargos públicos em nosso País assemelham-se a sesmarias, que são entregues a seus donatários como se fosse um presente do Rei. Mas isto não é novidade. Vocês lembram quando o então governador MIGUEL ARRAES, um dos maiores nomes da política do Brasil, quis eleger a todo custo, o seu neto, o hoje governador EDUARDO CAMPOS, prefeito do Recife? Naquela época o povo disse não.
Aqui cabe um parênteses: quero dizer da minha admiração por aquele grande homem e quero dizer que sempre votei nele, com exceção de uma única vez, quando, ao chegar na urna me “deu um branco”, esqueci que o seu número era 4040 e findei por votar no 1111 do deputado FERNANDO FERRO. Até parece que havia “fumado crack”, como diria a minha amiga ROSE.
Mas, EDUARDO, um grande homem público, saliente-se, é acima de tudo uma pessoa de sorte. Findou por ser eleito Governador, graças a ajuda dos seus fracos adversários na época, HUMBERTO COSTA e MENDONÇA FILHO. Esses dois, também grandes homens públicos são muito ruins de voto, convenhamos. MENDONÇA vem de duas derrotas consecutivas e HUMBERTO, no meu modesto entender, somente foi eleito Senador porque foi “puxado” pela reeleição de EDUARDO CAMPOS.
Mas, repiso, o que não acho eticamente louvável é o Governador querer fazer de sua mãe, igualmente uma mulher honrada, Ministra do TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. Só vejo uma explicação: dar de presente a ela um cargo vitalício e um salário de fazer inveja a qualquer um.
Acredito que esta é uma forma canhestra de nepotismo e ofende um dos princípios assentes na vigente Constituição Federal, qual seja, o princípio da impessoalidade. É apenas uma opinião pessoal, ressalte-se.
E não se admirem se, em sendo eleita dona ANA ARRAES, logo, logo teremos a mulher do governador como candidata e futura deputada estadual. Vocês tem dúvidas de que isto é possível? O tempo dirá.
Esta, senhores é a política das capitanias hereditários, a política do nosso Brasil. Um dia a coisa muda...
Em tempo: se alguém tiver interesse sugiro consultar o currículo da Deputada ANA ARRAES no conhecido “Dr. GOOGLE”.
Um abraço a todos.
*PAULO ROBERTO DE LIMA é graduado em Filosofia pela Universidade Católica, bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife e atualmente exerce o cargo de Procurador Federal.
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